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Unidade Barra do Riacho (ES) atinge produção diária recorde em março. (07/04/08)


Vendas de celulose da Aracruz crescem 8% no primeiro trimestre

A Unidade Barra do Riacho da Aracruz Celulose registrou recorde diário de produção em março, levando a companhia a alcançar produção consolidada em todas as suas unidades de 290 mil toneladas no mês, refletindo uma capacidade nominal de 3,3 milhões de toneladas (considerando 355 dias de produção no ano). Esse volume anual inclui a capacidade adicional de 200 mil toneladas proporcionada pelo projeto de otimização das fábricas no Espírito Santo.

A produção de celulose consolidada da Aracruz, incluindo 50% da Veracel, atingiu 794 mil toneladas no primeiro trimestre de 2008, volume estável em relação ao quarto trimestre de 2007 e 1% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2007.

Vendas - A Aracruz Celulose comercializou no primeiro trimestre do ano 731 mil toneladas de celulose, valor 8% superior ao registrado no mesmo período de 2007. Em relação ao quarto trimestre, houve queda de 13% devido ao efeito da sazonalidade sobre as vendas. Ainda assim, o volume registrado ficou em linha com a distribuição anual de vendas de um primeiro trimestre (22% desde 2001). Nos últimos 12 meses, as vendas de celulose atingiram um novo recorde de 3,2 milhões de toneladas.

Custo de produção - O custo caixa de produção do primeiro trimestre do ano (incluída a Veracel) teve um aumento de 5% quando comparado ao mesmo período de 2007, próximo à variação anual da inflação, o que mostra o contínuo esforço da companhia em perseguir o controle e a redução de custos. Quando comparado com o quarto trimestre de 2007, houve redução do custo caixa de produção de 3,4%, de R$442/t para R$427/t, mesmo com pequenas paradas ocorridas durante curva de aprendizado do projeto de otimização na unidade da Barra do Riacho, parcialmente compensado pelo maior consumo de matéria-prima ao longo dessa fase de ajustes.

Resultado - O lucro líquido da Aracruz totalizou no primeiro trimestre de 2008 R$ 167,9 milhões, ou R$ 0,16/ação PNB, 10% inferior ao do quarto trimestre de 2007. O menor volume de vendas (-13%) e o efeito da valorização do real frente à moeda norte-americana de 3% (taxa média) foram os principais fatores que provocaram a redução de 13% na receita líquida, apesar do aumento do preço médio líquido da celulose em dólares.

Além desse efeito, a menor valorização do câmbio no primeiro trimestre de 2008 de 1,3% (taxa fim) em relação ao quarto trimestre de 2007 (3,7% - taxa fim) acabou gerando um resultado de variação cambial R$ 36,5 milhões menor no período. Como cerca de 85% do endividamento da Aracruz está em moeda estrangeira, a valorização do real gera uma receita de variação cambial sobre a parcela da dívida em moeda estrangeira - um efeito meramente contábil, mas que acabou beneficiando o lucro líquido do quarto trimestre de 2007.

Em relação ao primeiro trimestre de 2007, a receita líquida foi afetada principalmente devido ao menor preço médio líquido em reais (-7%), em função do efeito negativo da valorização do real de 17% (dólar médio), mais do que compensando o aumento do preço médio líquido em dólares no ano.

O resultado das receitas financeiras do primeiro trimestre de 2008, quando comparado com o mesmo período de 2007, ficou R$ 55,0 milhões menor, devido principalmente ao menor resultado com operações de derivativos (R$ 70 milhões no primeiro trimestre de 2007 e R$ 23 milhões no mesmo período de 2008).

No primeiro trimestre de 2008, a receita com variações monetárias e cambiais, de R$ 13,9 milhões, foi R$ 44,2 milhões inferior ao do primeiro trimestre de 2007, em função da menor valorização do real diante do dólar no período.

Como resultado, o lucro líquido do primeiro trimestre de 2008 foi 40% inferior ao mesmo período do ano passado.

Aracruz - Resumo

Unidade

1º tri. 2008

4º tri. 2007

1º tri. 2007

1T08 vs. 4T07

1T08 vs. 1T07

 Receita líquida

R$ milhões

841,4

961,8

832,6

(13%)

1%

 Receita / (despesa) financeira líquida

R$ milhões

0,7

(86,7)

50,8

101%

(99%)

 Variações monetárias e cambiais

R$ milhões

13,9

50,4

58,1

(72%)

(76%)

 Lucro líquido

R$ milhões

167,9

187,3

278,0

(10%)

(40%)

 

Mercado mundial - Para a indústria de papel, o ano de 2008 começou no mesmo ritmo do final do ano anterior. No segmento de papéis não revestidos, na Europa, os dados mostram que os preços em euros subiram 4% desde março de 2007 - no mesmo período, a celulose de fibra curta apresentou aumento de 1,8%. Enquanto isso, na Ásia, dependendo do país, os preços subiram até 30%, na moeda local, para papéis não revestidos. Europa e Ásia são duas regiões extremamente dependentes do abastecimento de celulose de mercado, onde está localizada a maioria dos clientes de papéis de imprimir e escrever.

Fonte : Aracruz, FOEX e PPI - (*) China e Coréia: 4T07 x 4T06

No mercado mundial de celulose, a forte demanda registrada desde o fim do ano passado e o baixo nível de estoques mundiais ocasionaram duas rodadas de aumento de preços do produto, a primeira no início de fevereiro (totalmente implementada) e a segunda a partir de abril. De acordo com o Relatório World-20 da Pulp and Paper Product Council (PPPC), a demanda do mercado mundial de celulose acumulada até fevereiro já superou os números do mesmo período do ano anterior em 7,3% ou 453 mil toneladas. A celulose branqueada de eucalipto continua mostrando o maior crescimento entre todas as fibras - a demanda pelo produto, até o final de fevereiro, tinha aumentado em 27% (ou 408 mil toneladas).

A China continua a ser a região que apresenta o mais forte crescimento na demanda por celulose de mercado - comparando o crescimento dos dois primeiros meses de 2008 em relação ao mesmo período de 2007, o país aumentou em 15,5% a demanda por celulose química e em 60% para a celulose de mercado de fibra curta.

Expansão da Unidade Guaíba - No mês de abril, o Conselho de Administração da Aracruz irá discutir a aprovação final do projeto de expansão da Unidade Guaíba, que aumentará a capacidade da unidade, a partir de 2010, em mais de 1,3 milhão de toneladas ao ano, podendo chegar a 1,4 milhão sem investimentos adicionais. O projeto transformará a Unidade Guaíba numa fábrica ainda mais competitiva e eficiente, com custo caixa de produção próximo ao da Veracel. A Aracruz também investirá em um novo terminal especializado para escoamento da produção de Guaíba, com capacidade de carga de 1,9 milhão de toneladas/ano.

Expansão da Veracel - A Aracruz e a Stora Enso estão dando continuidade ao esforço conjunto para a construção da segunda linha da unidade Veracel, com uma capacidade anual de 1,4 milhão de toneladas. O projeto será formalmente aprovado pelo Conselho de Administração no próximo ano. A equipe do projeto está desenvolvendo um estudo de viabilidade que deverá ser apresentado ainda em 2008, seguindo para aprovação do Conselho em 2009.

Terceiro projeto de expansão - No intuito de alcançar a meta de suprir 25% da demanda mundial de celulose de mercado de fibra curta até 2015, a Aracruz espera anunciar, ainda este ano, um terceiro projeto de expansão no Brasil. A capacidade nominal deste projeto será próxima a 1,4 milhão de toneladas e a companhia já iniciou a compra de terra e investimentos em silvicultura.

Expansão do Portocel - A partir de abril, o Terminal Especializado de Barra do Riacho (Portocel) estará operando com uma maior capacidade de carga de celulose, de 7,5 milhões de toneladas, mantendo a Aracruz auto-suficiente em infra-estrutura portuária, mesmo após a expansão da Veracel em 2012. Além disso, a companhia ampliará a oferta de serviços portuários para outros produtores de celulose no Brasil.

Liquidez das ações - É importante destacar que a Aracruz detém a maior liquidez do setor de papel e celulose no Brasil, com volume médio diário de ações negociadas de US$ 48 milhões no primeiro trimestre de 2008 (NYSE e Bovespa), 53% superior ao mesmo período de 2007.

Dividendos / Juros sobre Capital Próprio (JCP) - Na Assembléia Geral Ordinária a ser realizada em 30 de abril de 2008, estará em deliberação, entre outros assuntos, a proposta da Administração para destinação do lucro líquido do exercício de 2007, ratificação do pagamento de juros sobre capital próprio declarados em 2007, no montante total de R$ 298,9 milhões; e distribuição de dividendo adicional no montante de R$ 200 milhões. Este dividendo será pago à conta de Lucro Líquido do Exercício ajustado, sem previsão de correção monetária.

Camila Manfredini
SPS Comunicação
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