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O Papel na Vida do Brasil

Todos conhecem o papel e valorizam sua importância para a humanidade, desde a transmissão da história e das culturas, passando pelos mais corriqueiros registros no dia-a-dia, até a literatura e as artes plásticas. Mas há aspectos sociais, econômicos e ambientais extremamente relevantes da indústria de celulose e papel que são pouco conhecidos pela opinião pública.

O eucalipto, ao lado do pinus, é a principal matéria prima desta indústria no Brasil, que emprega 100 mil pessoas diretamente e gera milhares de empregos indiretos ao longo de sua cadeia produtiva e está presente com unidades industriais e plantações em 450 municípios de 16 estados, nas cinco regiões brasileiras. Seu cultivo é realizado exclusivamente em áreas degradadas – e não em substituição a florestas nativas. Muito pelo contrário, nossa indústria preserva ativamente uma área de florestas nativas igual à que é coberta por plantios industriais de eucalipto.

O equilíbrio ambiental entre áreas de produção e reservas naturais, para preservação da flora e da fauna, constitui uma das principais preocupações do setor. As florestas cultivadas pelas indústrias são consorciadas com reservas nativas, que somam 1,5 milhão de hectares preservados, visando a promover a variedade da flora e da fauna, proteger a qualidade da água e assegurar a própria manutenção das florestas plantadas, que constituem um recurso natural e renovável.

Ao contrário de países europeus, asiáticos e da América do Norte, o Brasil produz celulose e papel exclusivamente a partir de florestas plantadas de eucalipto e pinus. E é graças a essas árvores que nossa indústria pode se orgulhar de não utilizar uma única árvore nativa para fabricar seus produtos. A partir do eucalipto e do pinus, US$ 2,9 bilhões de celulose e papel brasileiros foram exportados em 2004, gerando um saldo de divisas para o País de US$ 2,2 bilhão.

O investimento social realizado pelo nosso setor é, em média, de US$1,6 bilhão ao ano, abrangendo impostos, salários, previdência, encargos sociais, assistência médica, ação comunitária, formação profissional de seus trabalhadores, educação e cultura.

O Brasil recicla 3,5 milhões de toneladas de papel por ano, o que corresponde a 45,4% do consumo aparente nacional. Além disso, quase toda a energia elétrica consumida pelo nosso setor é auto-gerada no próprio processo de produção de celulose.

Em termos da qualidade do ar, as florestas industriais de eucaliptos e pinus do setor de celulose e papel também oferecem uma importante contribuição, pois, no processo de fotossíntese, as árvores em crescimento absorvem muito maior quantidade de gás carbônico que as adultas. Enquanto o setor de celulose e papel brasileiro possui 1,5 milhão de hectares de florestas plantadas para a produção de celulose e papel, em 394 municípios de 11 estados, outros países utilizam áreas relativamente muito mais extensas. Além disso, o plantio de florestas industriais é subsidiado pelos governos de vários desses países, algo que não acontece entre nós.

A produtividade florestal no Brasil causa inveja a outros países produtores por ter, na extensão territorial e no clima, imensas vantagens competitivas para a produção de papel e celulose a partir de florestas plantadas, pois, além de não utilizarmos árvores nativas, o eucalipto e o pinus crescem muito mais rapidamente que nos países do hemisfério norte, que lideram a produção mundial.

set./2007

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