Preservação e conservação de recursos naturais

Preservação

Aspectos ambientais das florestas

O Brasil possui um dos maiores remanescentes de florestas nativas do mundo. São cerca de 5,1 milhões de quilômetros quadrados, a metade de toda área da Europa, abrangendo diferentes zonas climáticas e biomas que guardam 20% das espécies do planeta.

A indústria de celulose e papel contribui para a preservação de ecossistemas e a recuperação de áreas degradadas ao proteger 2,9 milhões de hectares, o que equivale a 2,9 milhões de campos de futebol de vegetação nativa (florestas, campos naturais, banhados ou várzeas), com destaque para a Mata Atlântica. A manu tenção desses ecossistemas é uma garantia de perpetuar os serviços ambientais essenciais à vida.

Além de conservar significativas porções de ecossistemas naturais, as empresas do setor desempenham papel importante na recuperação de áreas que foram degradadas por outras atividades econômicas. A soma das ações de conservação, recomposição vegetal, proteção de nascentes e cursos d’água, entre outras, resulta na constituição de ambientes novamente favoráveis à biodiversidade e a provisão de outros serviços ambientais como recreação, ciclagem de nutrientes, equilíbrio hidrológico, sequestro de carbono, entre outros.

Vale ressaltar que florestas naturais não são exploradas para produzir celulose e papel – nem nos processos industriais, nem como biomassa energética. Toda matéria-prima provém de florestas plantadas de pinus e eucalipto. A convivência desses plantios florestais com ecossistemas naturais permite que sejam mantidos os benefícios das florestas naturais simultaneamente a produção florestal.

Biodiversidade:

As florestas plantadas são um importante pilar para atingir um paradigma mais sustentável de desenvolvimento. O setor brasileiro de celulose e papel tem se mostrado amplamente disposto a ações que concernem às questões de biodiversidade que vão além dos modelos atuais de negócio.

Diversos trabalhos e estudos científicos apontam que as plantações florestais servem como corredores para fauna se locomover entre os fragmentos florestais, além de proverem abrigo e refúgio para inúmeras espécies da fauna. Com frequência, aves, mamíferos, répteis e outros organismos são atraídos de volta ao habitat de origem. Como um caminho de mão dupla, a sanidade da plantação florestal está associada à preservação do ambiente natural, pois nele vivem os inimigos naturais das pragas que podem causar problemas aos plantios. Nesta perspectiva, o manejo da paisagem é fundamental para a garantia da biodiversidade.

Ao entender os conceitos de paisagem, garantir conectividade entre fragmentos, e conservar áreas naturais, é possível promover o equilíbrio entre a produtividade e a conservação da biodiversidade.

A publicação “Silvicultura e Biodiversidade”, da série Cadernos do Diálogo, vol. 4, do Diálogo Florestal Brasileiro, traz mais informações sobre a relação entre produção florestal e biodiversidade.

Mosaicos Florestais - A tecnologia do manejo florestal permite a formação de mosaicos de vegetação, que intercalam o plantio industrial (florestas plantadas) e as florestas naturais em uma convivência harmoniosa que se reflete em ganhos para a biodiversidade e para a produtividade.

O conceito de mosaicos florestais considera a paisagem florestal como um “quebra-cabeça” de diferentes usos do solo, trabalhando na escala de paisagens para planejar as atividades produtivas e ao mesmo tempo proteger os ecossistemas naturais e os serviços por eles oferecidos. Ao conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental, as florestas plantadas convivem com outras atividades econômicas e ocupam, em geral, áreas pouco adequadas à agricultura, de baixa fertilidade ou maior declividade.

Em sua maioria, estas áreas foram anteriormente cobertas por pastagens, de solo muitas vezes exaurido. A estratégia dos mosaicos contribui para maximizar os potenciais de conservação e de geração de renda das atividades econômicas realizadas.

O planejamento integrado da paisagem é uma das estratégias utilizadas, pois estes garantem o fluxo de biodiversidade, a manutenção dos fragmentos florestais buscando conectividade, e a proteção dos recursos hídricos e solo.

Outra publicação do Diálogo Florestal, “Mosaicos Florestas Sustentáveis”, apresenta as diretrizes para monitoramento da biodiversidade e para restauração do projeto "Iniciativa Mosaicos Florestais Sustentáveis", desenvolvido por instituições que integram o Diálogo Florestal nas regiões da Bahia e Espírito Santo.

Solo - A indústria de celulose e papel adota rigorosos processos de conservação de solo para evitar a erosão e repor o s nutrientes no solo, impedindo o seu empobrecimento. As próprias florestas plantadas, mediante a queda de galhos e folhas, realizam naturalmente o processo de ciclagem de nutrientes no solo, acumulando matéria orgânica e melhorando a estrutura física do solo. Vale ressaltar que plantios florestais não degradam o solo nem o tornam impróprio para outras atividades econômicas.

Água - Técnicas de plantio e boas práticas operacionais também protegem os recursos hídricos e garantem o equilíbrio do ciclo hidrológico das florestas, com reflexos positivos para o clima, para a fauna e flora e também para a produtividade. As empresas de celulose e papel cumprem o Código Florestal Brasileiro, que determina a proteção de áreas naturais às margens de cursos d´água, garantindo sua proteção. Em muitos casos, a adoção de critérios ambientais pelas empresas vai além das exigências legais.

Além disso, o consumo de água das florestas plantadas equivale ao das principais culturas agrícolas. E, nas regiões de chuvas mais intensas, os plantios florestais favorecem o escoamento mais lento da água para rios e lençóis freáticos, reduzindo o risco de enchentes.

Confira mais informações sobre o consumo de água pelas atividades silviculturais no artigo “O eucalipto e a água”.